Autor: Anderson Alex Barbosa da Silva
Publicado na revista: LaborNews 230

 

A Lipoproteína de Baixa Densidade (LDL) é a principal proteína de transporte do colesterol no sangue, sendo que durante este transporte em níveis elevados de colesterol, ele oxida e deposita nas paredes arteriais causando ateromas, uma condição conhecida como aterosclerose; daí ser conhecido por colesterol “ruim”.

As principais causas decorrentes deste acúmulo de gordura estão associadas com alto risco de doença arterial coronária (DAC), sendo responsável pelo maior número de mortes de indivíduos adultos no mundo.

Diversos métodos são utilizados para determinação de LDL sendo: ultracentrifugação, beta quantificação, determinação por detergente seletivo, colorimétrica enzimática, eletroforese enzimática. O método mais clássico é uso da fórmula Friedewald calculado através valores plasmáticos do colesterol total, triglicérides e HDL (Lipoproteína de Alta Densidade).

Fórmula de Friedewald: LDL = CT – HDL – TG (pode ser utilizada quando TG < 400 mg/dL).
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Figura 1 – Determinações envolvidas para a estimativa do colesterol LDL através da fórmula de Friedewald. 

Segundo National Colesterol Education Program – NCEP estabelece que laboratórios devam utilizar metodologias com erro total que não exceda 12%, com imprecisão < 4% e inexatidão <4% para dosagem LDL.

Existem desvantagens ao uso da fórmula de Friedewald por se tratar da soma de três parâmetros (Colesterol Total, HDL, Triglicérides) no cálculo, normalmente não atende os critérios de erro total do NCEP. A fórmula também apresenta limitações por não ser aplicada em amostras com Triglicérides > 400 mg/dL, com quilomícrons e pacientes com disbetalipoproteinemia.

 

Conforme relatório NCEP, no ATP III (Adult Treatment Panel III) segue valores alvos para o controle de colesterol LDL.

Tabela 1 – Classificação de LDL segundo Atp III para adultos

Nível mg/dl Interpretação
<100 Nível ótimo de colesterol LDL, risco reduzido para doença cardíaca
100-129 Perto do nível ótimo de colesterol LDL
130-159 Nível limítrofe alto de colesterol LDL
160-189 Nível alto de colesterol LDL
>190 Nível muito alto de colesterol LDL, risco elevado de doença cardíaca

 De maneira geral o colesterol alterado não apresenta sintomas, deve-se manter os níveis desejáveis de colesterol no sangue conforme tabela seguinte:

 Tabela 2 – Valores de Referência dos produtos Biotécnica de acordo com a SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA, Diretrizes Brasileiras.

  Desejável(mg/dL) Risco Moderado(mg/dL) Alto Risco(mg/dL)
LDL Colesterol < 130 130 – 159 ≥ 160
Colesterol Total < 200 200 – 239 ≥ 240
Colesterol HDL – Homens > 55 35 – 55 < 35
Colesterol HDL – Mulher > 65 45 – 65 < 45

 Estudos científicos mostram que o “bom” colesterol (HDL) retira as gorduras das células e facilita sua eliminação do organismo, sendo benéfico ao organismo. Já o “ruim” colesterol (LDL), ajuda as gorduras a entrarem nas células, fazendo com que o excesso seja acumulado nas artérias sob a forma de placas ou ateromas, trazendo diversos malefícios.   

A grande quantidade de colesterol que encontra circulando na corrente sanguínea é produzida pelo fígado (cerca de 70%) e apenas 30% vem de dietas alimentares de origem animal sendo (carne vermelhas, manteiga, queijos amarelos, ovos, etc.) além dos fatores genéticos ou hereditários, obesidade e atividade física reduzida, contribuem para o aumento dos níveis de colesterol.

A única maneira de saber se o colesterol está alterado é fazendo exame laboratorial. O sistema LDL da Biotécnica apresenta com dosagem direta sem necessidade cálculo, automatizável, aplicável em amostras com Triglicérides ≤ 1000mg/dl e calibrador líquido pronto para uso incluso no kit.

APRESENTAÇÃO:

 

CAT 10.015.00 R1 1x30mL R2 1x10mL CAL 1x1mL 40 determinações de 1mL