Publicado originalmente em:  21/01/2009
Texto técnico publicado nas revistas:
Labor News 195, News Lab 92 e Laes & Haes 177

Nos últimos anos têm-se evidenciado que a lesão renal identificada através do aumento da creatinina plasmática ou da presença de proteína na urina pode ser considerada como um importante marcador de risco para complicações cardiovasculares futuras. Entretanto, estes dois parâmetros são relativamente tardios para detecção da lesão renal.

A filtração glomerular normal é extremamente delicada e permite a passagem apenas de peptídeos e proteínas de baixo peso molecular (geralmente inferior a 10 mil dáltons) que são prontamente reabsorvidas nas primeiras porções do túbulo contornado proximal. A albumina tem peso molecular por volta de 60 mil dáltons e, portanto, em condições fisiológicas não pode ser filtrada. A diminuta quantidade de albumina filtrada é também reabsorvida, de tal forma que o rim normal não deve perder albumina. Clinicamente, proteinúria significa lesão glomerular, desde que não seja acompanhada de leucocitúria, pois os leucócitos degenerados liberam proteína na urina. No exame de urina tipo I a determinação de proteínas é feita habitualmente de forma semi-quantitativa e sempre que presente, tem significado clínico, pois o método identifica proteínas maiores. Quando um processo de lesão glomerular se inicia, pode-se evidenciar a presença de proteína na urina sem que se observe alteração substancial no ritmo de filtração glomerular e conseqüente aumento da creatinina.

A microalbuminúria foi definida classicamente como excreção urinária de albumina entre 30 e 300 mg/24h, na ausência de infecção urinária ou doenças agudas.

Recentemente foi reconhecido o valor da dosagem de albuminúria em relação à excreção urinária de creatinina, o que permite a determinação em amostra isolada de urina, usualmente a primeira da manhã. Nesse caso considera-se a ocorrência de microalbuminúria quando os valores estiverem maiores que 30mg/g de creatinina.

Na prática, a microalbuminúria em amostra isolada é usada como triagem, enquanto a dosagem na urina de 12 ou 24 horas é mais utilizada na avaliação do efeito de intervenções ou ao controle de tratamento.

A presença de microalbuminúria é também considerada um fator de risco para o desenvolvimento de doença renal progressiva em pacientes diabéticos e em pacientes hipertensos.

Não há evidências de que a microalbuminúria seja um fator de risco para progressão de doença renal na população geral, embora sua presença seja considerada um fator de risco para doença cardiovascular também nessa população.

Podendo ser considerado um teste de marcador precoce da lesão glomerular, anterior à proteinúria instalada e ao aumento da creatinina plasmática, a dosagem de Microalbuminúria é capaz de detectar quantidades muito pequenas de albumina na urina.

Dessa forma, a quantificação rápida e precisa por meio de técnicas imunológicas é um método eficaz e capaz de proporcionar ao laboratório resultados que auxiliam no diagnóstico.

A Biotécnica disponibiliza em sua linha de produtos, o kit de Microalbuminúria para dosagem em alta sensibilidade pelo método turbidimétrico.

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